Na manhã desta terça-feira, 10, no Fórum de Vilhena, Cosme Júlio Venâncio, de 27 anos, Fabiano de Jesus Amaral, 23, e Adailton Augusto das Neves, 38, foram julgados pelo homicídio de Weberson Leite da Silva, de 25 anos, ocorrido no dia 25 de janeira de 2013, na avenida 23, do bairro Cidade Alta, em Chupinguaia.
De acordo com os autos, o trio agiu em conluio para a prática do homicídio. A vítima estava em casa, quando por volta das 23 horas daquele dia, alguém a chamou do lado de fora. Quando o homem abriu a porta, recebeu no peito o disparo de uma espingarda calibre 28.
Ele caiu sobre o colchão que havia na sala de sua residência e ali recebeu um segundo disparo, desta vez na cabeça, segundo o laudo pericial, a uma curta distância.
Os suspeitos do crime foram presos na manhã do dia seguinte em um taxi na cidade Pimenta Bueno. Quando interrogado, Cosme confessou ser o autor dos disparos que culminaram na morte de Weberson. A arma do crime nunca foi localizada.
Separadamente, os réus foram ouvidos no julgamento desta terça-feira. E as versões de cada um para a noite do crime foram contraditórias.
Cosme, o primeiro a ser ouvido, expôs em sua fala que a vítima estaria assediando sua esposa e quando ele foi pedir para que parasse de importunar a mulher, Weberson o teria ameaçado. Ele também inocentou Fabiano e Adailton de qualquer participação no crime. Disse que eles não sabiam o que havia acontecido e afirmou que os dois estavam dormindo na sua casa.
Quando ouvido, Adailton negou participação no crime e disse que ele e Fabiano haviam dormido na casa da irmã dele, contrariando o que Cosme havia falado.
Assim como Adailton, Fabiano negou participação no assassinato de Weberson, mas disse que havia passado a noite na casa de uma mulher com quem teria um relacionamento, desmentindo as versões apresentadas por Cosme e Adailton.
Em sua fala, o promotor de justiça João Paulo Lopes, defendeu a tese de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e pediu a condenação do trio.
Já a defesa, a cargo de defensor público George Barreto Filho, não contestou o homicídio, mas buscou derrubar a qualificadora e pediu a absolvição dos réus Adailton e Fabiano por falta de provas.
O julgamento terminou próximo das 13 horas. Os jurados entenderam que Cosme agiu sozinho, inocentando Adailton e Fabiano. Eles aceitaram a tese da acusação e condenaram o réu por homicídio qualificado e a juíza de direito, Liliane Pegoraro Bilharva, dosou a pena em 16 anos e 6 meses de prisão a ser cumprido no regime fechado.
Relembre o caso nos links a baixo: