Réu foi sentenciado a 6 anos e 8 meses no regime semiaberto
 
Réu confesso do assassinato de um colega de trabalho em agosto de 2021, João Paulo da Silva foi julgado nesta quarta-feira, 04, em Vilhena, e condenado a mais de 6 anos por homicídio.
 
Conforme noticiado à época do fato, nas primeiras horas do dia 24 de agosto do ano passado, João Paulo atacou com golpes de faca o colega de trabalho Luiz Carlos Almeida da Silva. O crime aconteceu na fazenda Juliana, na área rural de Chupinguaia. Os golpes atingiram a axila e um dos olhos da vítima, que faleceu antes de chegar à unidade de saúde da cidade. 
 
A polícia encontrou João Paulo em meio a pastagem, sem camisa e com a arma usada para atacar o colega ainda na mão. Ele confessou o crime e explicou que o fez porque não suportava mais as gozações do colega por ele ser usuário de drogas.
 
A denúncia apresentada pelo Ministério Público pediu a condenação do réu por homicídio qualificado por motivo fútil. A defesa apresentou a tese de homicídio privilegiado, que é uma hipótese de diminuição da pena para esse tipo de crime. Assim, é possível invocá-la nas situações em que o autor tenha agido impelido por relevante valor moral ou social; ou sob o domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima.
 
Os jurados acolheram a tese de homicídio privilegiado, afastando assim a qualificadora de motivo fútil.
 
Ao dosar a pena, a Juíza que presidiu o Tribunal do Júri, Liliane Pegoraro Bilharva, definiu pena primária de 9 anos; mas, levou em consideração a confissão do réu, e diminuiu o tempo de prisão em 1 ano. Depois, pela tese acatada pelos jurados de homicídio privilegiado, diminuiu a pena de 8 anos em 1/6 para chegar a pena definitiva de 6 anos e 8 meses no regime semiaberto.