Wagner Ferreira da Silva, de 29 anos, um dos oito presos que fugiram no mês de maio do Centro de Ressocialização Cone Sul, em Vilhena, foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri reunido na manhã desta sexta-feira, 13, no Fórum local, a 16 anos de prisão.
Segundo consta nos autos, Waguinho teria assassinado Israel Lima da Silva com um tiro de espingarda, dado enquanto a vítima dormia.
O crime aconteceu na noite do dia 09 para 10 de março de 2013, numa chácara as margens da BR 364, a cerca de 40 km de Vilhena, no sentido Porto Velho.
O corpo da vítima, que tinha 34 anos, foi encontrado sobre a cama pelo proprietário da chácara. Uma testemunha, que seria amigo de Waguinho, disse a polícia e em juízo, que recebeu um telefonema de réu no qual ele teria dito que havia deixado a vítima em maus lençóis e que iria fugir antes que o “BO” estourasse.
A acusação, feita pelo promotor de justiça João Paulo Lopes, pediu a condenação do réu por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que o tiro foi dado enquanto a vítima dormia.
Já a defesa, feita pelo defensor público George Barreto Filho, não discutiu a materialidade nem a autoria, mas pediu que a qualificadora fosse desconsiderada. Em sua fala, o defensor disse que todas as testemunhas ouvidas afirmaram que a vítima era violenta e tido como “valentão”, brigando com freqüência, e que por isso tinha muitos desafetos. Um deles era o Waguinho, com quem dias antes, havia discutido e atirado duas vezes na sua direção com uma espingarda.
E foi com base nisso que o defensor pediu a desqualificação de motivo que impossibilitou a defesa da vítima, pois os dois homens já haviam discutido. “Se Israel já havia disparado contra Waguinho, era de se esperar que pudesse haver represálias. Então por que convidar ele para ir a sua casa?”
Mas, os jurados não aceitaram a tese da defesa e condenaram o réu por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
E a juíza de direito Liliane Pegoraro Bilharva, dosou a pena em 16 anos de prisão em regime fechado, sem direito de apelar em liberdade. O réu continua foragido e foi julgado à revelia.
Veja nos links à baixo, a matéria produzida pela FOLHA DO SUL ONLINE à época da crime e a produzida em maio deste ano quando Waguinho e outros sete presos fugiram do Centro de Ressocialização Cone Sul:
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 13 de Junho de 2014, às 12:45