Marido músico já havia avisado que família autorizaria doação de órgãos
Foi fechado, nesta sexta-feira, 08, o protocolo que constatou a morte encefálica da ex-servidora municipal Kelmy Lorene Amaral Ferreira da Cruz. Ela tem 33 anos e está internada no Hospital Regional, para onde foi levada após um gravíssimo acidente envolvendo motocicletas. Mas os exames recentes revelaram que a paciente não tem mais atividade cerebral (VEJA AQUI).
Piloto da moto envolvida no acidente, o músico Maycon Oliveira, conhecido como “Maycon Bass” por tocar contrabaixo, já havia avisado, em entrevista a este site, que autorizaria a doação dos órgãos da esposa, caso ela não resistisse aos ferimentos.
COMO FOI O ACIDENTE
De acordo com um familiar do casal, Maycon havia levado as duas filhas, de 08 e 10 anos, até a quadra do Fut7 e voltado em casa, no bairro Alto dos Parecis, para buscar a esposa. Quando seguia novamente para o estabelecimento de lazer e esportes, a outra moto que seguia à sua frente tentou entrar em uma rua lateral
Sem conseguir evitar o choque, o músico caiu junto com a esposa, cujo capacete teria voado. Os ferimentos que ela sofreu na cabeça foram gravíssimos. As lesões no cérebro, causadas pela queda, foram as mais complicadas e a deixaram inconsciente desde então.
COMO FUNCIONAM AS DOAÇÕES
Após a família de Kelmy ser comunicada sobre o falecimento, e caso a doção seja autorizada e confirmada, exames serão feitos para identificar a compatibilidade dela com quem espera na fila dos transplantes.
Os resultados desses exames são colocados no banco de doações e os interessados nos órgãos disponibilizados manifestam a intenção de recebê-los. Em Vilhena, apenas fígados, córneas e rins são extraídos para transplantes.
Enquanto as equipes são mobilizadas para virem de avião até Vilhena buscar as doações, a paciente é mantida viva por aparelhos.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 08 de Dezembro de 2023, às 18:49