Ritual de cura conhecido como “pajelança” foi autorizado por hospital
Um indígena de 25 anos, pertencente à etnia Enawenê-nawê, que vive em área de Mato Grosso, está internado em estado considerado gravíssimo na UTI do Hospital Regional de Vilhena. O rapaz deu entrada na unidade de saúde na segunda-feira, 09, com um quadro de cefaléia, confusão mental e agitação.
O FOLHA DO SUL ON LINE apurou que, hoje, outros membros do mesmo grupo étnico estiveram no HR para visitar o paciente. Um ritual de cura, conhecido como “pajelança”, chegou a ser autorizado, mantendo a tradição do hospital de respeitar os costumes indígenas.
Após várias análises do caso, médicos que atendem o paciente chegaram à conclusão de que ele pode ter sido intoxicado após consumir um chá normalmente usado pelos indígenas em celebrações na aldeia. Porém, os exames ainda não confirmaram essa hipótese.
Ao notarem que o “irmão de etnia” está sendo mantido vivo através de aparelhos, o pajé da tribo questionou se o jovem poderia ser levado para a Terra Indígena em Mato Grosso, mantendo um costume milenar nestas situações, mas o hospital negou o pedido, alegando que o paciente morreria se os equipamentos fossem desligados.
Médicos e enfermeiras seguem acompanhando o caso e monitorando o paciente.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 13 de Maio de 2022, às 18:06