O jornal impresso e sua versão eletrônica Hoje Rondônia reafirmou a matéria publicada em suas páginas de que houve superfaturamento na compra de soja pela Secretaria Municipal de Assistência Social – SEMAS – (processo 5896/2009) quando o órgão era gerido pela primeira-dama do município, Lizangela Rover. A direção do jornal disse que aguarda com serenidade o processo que os advogados da primeira-dama vão mover contra o periódico para provar que a soja adquirida pela SEMAS não foi um produto específico para consumo humano, simplesmente porque essa variedade não existe. “O que publicamos nós temos como provar, de que a soja comprada pela prefeitura para a fabricação de pão e leite para carentes foi superfaturada em qualquer data da fase do processo, cuja cópia está em nosso poder. É a primeira-dama quem terá que apresentar a soja específica para consumo humano,quando isso só ocorre após o processo de industrialização e não na compra do produto in natura”, disse Wilmer Garcia, um dos diretores do Hoje Rondônia. 
De acordo com informações colhidas junto a Embrapa Soja de Londrina (PR), referência da leguminosa no país, como ninguém se alimenta de soja crua, ela passa por um processo térmico para desativar o fator antinutricional para poder ser consumido por seres humanos ou animais. A nota fiscal do Mercado Sanches, que vendeu a soja para a SEMAS, diz textualmente na descrição da nota 000169, de 05 de março de 2010 tratar-se de soja cristalina em grãos para industrialização de leite de soja com secagem de 10% de umidade e 1% de impureza, conforme foi solicitado pela nota de solicitação 31022009 assinada pela primeira dama e pelo prefeito José Rover. Em momento algum diz que a soja já está processada para consumo humano. Trata-se das características de soja comum. Veja o que diz a Embrapa sobre a composição da soja (WWW.cnpso.embrapa.br): 40% proteína, 20% lipídeos, 5% de minerais, 34% carboidratos. O que sobra é um por cento de impureza. Portanto, o que a prefeitura cotou, comprou e pagou foi soja comum, em grãos, não industrializados e em 05 de março de 2010 na data da nota fiscal o país inteiro pagava pela saca da soja de 60 quilos o preço médio de R$ 28,00. A prefeitura de Vilhena através da SEMAS, com recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMUCRAD), pagou R$ 93,00 a saca de 60 quilos. Quando foi feita a solicitação da compra, em 25 novembro de 2009 o preço médio era de R$ 39,00. Na data do empenho, em janeiro de 2010, o preço da soja estava cotado em R$ 30,00. E na data do pregão, em 16 dezembro de 2009, o preço era de R$ 35,00. O jornal reafirma o que destacou na matéria onde denuncia o superfaturamento com base de dados oficiais do IMEA – Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, da ABIOVE – Associação Brasileira de Indústria de Óleo vegetal, e da própria Embrapa Soja. Nas próximas edições o Hoje Rondônia estará trazendo depoimento de engenheiros agrônomos independentes para desmascarar de vez quem afirmou existir soja própria para consumo humano e outra para exportação. “Não será com ameaças que vão nos calar. Quem acompanha nosso jornal seja na edição impressa ou no site percebe que temos publicado matérias de todos os candidatos a prefeito como manda a lei, o que não impede que, ao percebermos que o agente público prevaricou na sua atividade pública, cumpramos nossa obrigação de publicar baseado em provas, como espera a sociedade de sua imprensa livre e independente”.