“Um exemplo que deveria ser seguido em Vilhena, ou seja, trocar os nomes das escolas municipais que têm sobrenome de uma mesma família. Em nossa cidade existem cinco escolas com o sobrenome Donadon. Isso é um absurdo. Que contribuição histórica para Vilhena, Rondônia e Brasil, os homenageados deram? De todos, apenas a professora Dalila Donadon, pela sua dedicação na educação do município, deveria permanecer como nome de escola”.

A sugestão é do jornalista Ribamar Araújo, ao comentar, no Facebook, a decisão dos alunos e professores de um colégio de Salvador (BA), que decidiram mudar o nome da instituição: antes batizada em homenagem ao ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, a escola passou a ostentar o nome do líder guerrilheiro  Carlos Marighella.

Há tempos opositores à família Donadon em Vilhena tentam retirar de monumentos públicos os nomes de membros do clã (alguns até desconhecidos), dados após a ascensão do ex-prefeito Melki na política local. Hoje existem as seguintes escolas homenageando a dinastia política que, apesar dos reveses, continua sendo referência eleitoral no Cone Sul. São elas: Marcos Donadon, Ângelo Donadon, Paulina Donadon, Dalila Donadon e Antônio Donadon. Existe também o ginásio esportivo Geraldo Donadon, o Geraldão.

O autor da proposta é servidor municipal de carreira, que chegou a ocupar funções de destaque na administração do prefeito Zé Rover (PP). Ribamar também é responsável por uma denúncia na justiça que, até agora, mantém o ex-prefeito Melki Donadon fora da política. Ele acusou o antigo aliado de distribuir um jornal com material de promoção pessoal usando servidores, carros e recursos do município.