Especulações acabarão em duas semanas, mostrando quem tem razão
 
Na tarde de ontem, um grupo de políticos, que incluiu vereadores e candidatos (1 a governador, 3 brigando por vagas na Assembléia Legislativa e um postulando a Câmara dos Deputados) visitou o FOLHA DO SUL ON LINE (VEJA AQUI).
 
Entre os assuntos discutidos no encontro das lideranças está a possibilidade de novas eleições para prefeito de Vilhena, já que o atual ocupante do cargo, Eduardo Japonês (PSC), teve o mandato cassado pelo TRE de Rondônia junto com sua vice, a assistente social Patrícia da Glória (PV).
 
A Corte marcou para a semana que vem o julgamento dos embargos, últimos recursos antes da decisão final sobre o caso na segunda instância da Justiça Eleitoral.
 
O QUE ACONTECE?
Após os embargos, que têm o poder de manter ou alterar a decisão anterior, o TRE decidirá se haverá eleições suplementares em Vilhena e se determina o afastamento imediato do prefeito. Neste caso, o presidente da Câmara, Ronildo Macedo (Podemos) assume o cargo e convoca nova votação, a ser realizada em 90 dias.
 
LIMINAR NO TSE
As opiniões divergem sobre o afastamento do prefeito, mas a avaliação majoritária é que, caso Japonês não consiga reverter a cassação, ele conseguirá uma liminar no TSE para ficar no poder até que a Corte  julgue o mérito da ação. Essas opiniões serão confirmadas ou desmentidas em, no máximo, 15 dias.
 
CONFIANÇA
Liderada por uma advogada “estrelada” de Brasília (que coincidentemente atuou na defesa da então prefeita Rosani Donadon no TSE, e perdeu a causa), a equipe jurídica de Japonês aposta que a liminar sai, caso o TRE o ejete da cadeira.
 
O argumento é que não pode haver novas eleições em Vilhena enquanto o TSE não decidir se o prefeito é culpado ou inocente das acusações que pesam sobre ele.  “Já imaginou se elegem um novo prefeito e depois o TSE julga que o atual é inocente?”, questiona um aliado do mandatário. Neste caso, o julgamento final fica para o ano que vem.