Tem tudo para ser anulado pela justiça o aumento de salário que os vereadores de Vilhena concederam ao prefeito Zé Rover (PP) e ao vice, Jacier Dias (PSC). O reajuste foi votado em sessão-relâmpago na quinta-feira, 12, quando os vencimentos do mandatário subiram para 19,8 mil reais por mês. Jacier passará a ganhar R$ 10,8 mil. Antes da votação, o primeiro recebia R$ 12 mil e o outro, R$ 7,9 mil.
A lei, no entanto, não ampara a iniciativa dos parlamentares, já que o salário do prefeito deve ser estabelecido antes da eleição e vale por quatro anos. Até hoje, o empresário Ademar Suckel, que governou a cidade entre 1993 e 1996, chega a enfrentar problemas por ter recebido reajuste similar no exercício do cargo.
De acordo com o advogado Edélcio Vieira, assessor jurídico da Câmara, que não foi consultado sobre o aumento, a questão é polêmica. Pessoalmente, ele diz considerar injusto que o prefeito fique quatro anos sem reajuste, mas garante: esse é o entendimento do Tribunal de Contas.
Em 2012, quando concorria à reeleição, Rover recusou o aumento que lhe seria concedido. Embora aquela fosse a época correta para votar a matéria, o prefeito achou que não havia necessidade de atualizar seus vencimentos. Mas, naquela ocasião, ele estava lutando para conquistar seu segundo mandato.