Adversários acreditam em novas eleições; aliados apostam em liminar no TSE
 
Se nada sair errado, chegará ao fim depois de amanhã (quinta-feira, 30), uma tensão política que paira sobre Vilhena nos últimos meses: nesta data será julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia o recurso do prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PSC), contra a cassação de seu mandato pela mesma Corte.
 
O julgamento que definiria a situação jurídico-eleitoral do mandatário vilhenense no âmbito estadual havia sido marcado para o dia 25 de maio, mas foi retirado da pauta a pedido do relator da ação (LEMBRE AQUI).
 
Acusado de abuso de poder econômico na eleição de 2020, Japonês perdeu os direitos políticos quando o TRE/RO o condenou por 6 votos a 1. Apenas o presidente da Corte, Paulo Kiyochi Mori entendeu que não havia razões para cassar o líder vilhenense. O prefeito e outros réus, incluindo a vice-prefeita, Patrícia da Glória (PV), também cassada, serão julgados às 16:00h na próxima sessão.
 
EXPECTATIVAS
Entre os adversários de Japonês, é dado como certo que o resultado da votação que o cassou será mantido pelo TRE, uma vez que o recurso apresentado, “embargos de declaração”, não teria, em tese, o poder de modificar a sentença anterior. Os mesmos que propuseram a ação contra ele também acreditam que haverá novas eleições municipais em Vilhena este ano.
 
Já entre os advogados de Japonês o clima é de esperança em reverter a condenação no próprio TRE. E, caso isto não aconteça, os profissionais do Direito que atuam na defesa do prefeito avaliam que, se for mantida a condenação em Rondônia, o TSE, em Brasília, concederá liminar para que ele permaneça no cargo até a decisão em última instância.