Eduardo Japonês tentará ao menos recuperar direitos políticos
 
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de ter acesso ao recurso apresentado pelo prefeito afastado de Vilhena, Eduardo Japonês (PSC) junto ao TSE, em Brasília, no qual ele pede para reassumir o cargo. O recurso de 33 páginas é datado do dia 31 de outubro e assinado pelos quatro advogados que atuam no processo.
 
Repisando argumentos anteriores e apontando omissões e contradições, o “agravo regimental” pede que o plenário da Corte Eleitoral vote contra a decisão monocrática da ministra Carmem Lúcia, que negou a Japonês o direito de continuar exercendo o cargo até que o mérito da ação contra ele seja julgado (ENTENDA AQUI).
 
O problema do TSE para conceder a liminar que reconduziria o prefeito vilhenense ao cargo é que o sucessor dele já foi eleito na disputa suplementar autorizada pela própria Corte. O Delegado Flori, do Podemos, bateu nas urnas a ex-prefeita Rosani Donadon (PSD), e a posse dele já está marcada para o dia 1º de janeiro de 2022.
 
Além de decidir sobre a “Tutela de Urgência” que permitiria a Eduardo reassumir o posto, o plenário do TSE também deverá se manifestar sobre o recebimento do recurso, cujo mérito será julgado posteriormente, confirmando a cassação ou inocentando o prefeito das acusações.
 
Caso Japonês não consiga voltar ao poder (o que parece improvável a esta altura), ele deverá lutar para ao menos recuperar seus direitos políticos, perdidos com a condenação ainda passível de recursos, inclusive ao STF. Se isso vier a acontecer, ele fica apto para as próximas disputas eleitorais.
 
CLIQUE AQUI e leia o recurso na íntegra.