Esposa e tio do senador Acir Gurgacz são cogitados para compor a chapa de Vinícius Miguel
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou, na tarde desta quinta-feira, 19, com um dos envolvidos na formação do que atualmente está sendo chamado de “Terceira Via”, frente reunindo vários partidos políticos que está sendo montada para disputar o Governo de Rondônia este ano. O entrevistado, com livre trânsito entre todos os partidos do bloco, se dispôs a falar, mas pediu para ter seu nome preservado.
O articulador afirmou que, neste momento, não há qualquer divergência quanto ao nome do professor universitário Vinícius Miguel como candidato a governador pelo PDT. “Só o Pimenta de Rondônia que parece meio chateado, mas a ausência do PSOL no grupo não altera praticamente nada”, disse, referindo-se ao comerciante que lidera a legenda.
Candidato-surpresa a governador de Rondônia em 2018, quando fez mais de 110 mil votos, Vinícius só precisa confirmar os nomes dos postulantes a dois cargos em sua chapa: vice e Senado. Para o primeiro, o mais cotado é o ex-deputado federal Anselmo de Jesus, do PT; o ex-governador Daniel Pereira, do Solidariedade, viria para senador, caso esta formatação se confirme. Mas o deputado federal Mauro Nazif, principal liderança do PSB, também vem demonstrando interesse na vaga.
O entrevistado garante, no entanto, que não está descartada a participação do PDT no “blocão” e, caso a legenda liderada pelo senador Acir Gurgacz passe a integrar o grupo, dois nomes do clã podem ganhar destaque na formação: a empresária Ana Maria Gurgacz, esposa do pedetista, e Airton Gurgacz, ex-deputado e ex vice-governador, tio de Acir.
COMBOIO
No momento, garante o aliado do candidato a governador, pelo menos cinco partidos estariam fechados em torno de seu nome: PT, PV, PC do B, PSB e Solidariedade. A estes podem se juntar o PMN, a Rede, o Psol, o cidadania e o PDT. “Não tem nada fechado ainda, mas a formação desta frente caminha para uma grande unidade”, disse o interlocutor, garantindo que, ao contrário do que tem sido ventilado nas redes sociais, não há qualquer movimento de “implosão da esquerda”. Aliás, o entrevistado garante: “não estamos formando um bloco de esquerda. Estamos unindo um grupo para trazer esperança para Rondônia, e ele inclui lideranças de todo o espectro ideológico estadual”.
CANIBALISMO EMEDEBISTA
O entrevistado disse que, além de conversar com o PDT, Vinícius também tem dialogado com setores do MDB, mas avisa: “o partido está envolvido numa disputa interna entre quatro grupos”.
O articulador explica que as duas principais lideranças da agremiação, o deputado federal Lúcio Mosquini e o senador Confúcio Moura, estariam defendendo posições antagônicas: “o Lúcio apoia o governador Marcos Rocha, enquanto o Confúcio apóia qualquer um contra o atual governador”.
As outras duas facções emedebistas estariam divididas entre Léo Moraes e o próprio Vinícius Miguel.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Maio de 2022, às 08:47