Evento que acontece a cada quatro anos em Brasília, tem como lema desta edição “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem-Viver”
Trabalhadoras do campo e da cidade do estado de Vilhena e outras regiões do estado de Rondônia, embarcam neste domingo, 13, rumo à 7ª edição da Marcha das Margaridas, que ocorre em Brasília (DF) nos dias 15 e 16 de agosto, com a expectativa de reunir 100 mil participantes de todo o país.
De Rondônia, está prevista a participação de mais de 500 mulheres de diversos sindicatos que levarão às ruas do Distrito Federal as bandeiras por justiça, autonomia e igualdade de direitos. A reportagem da FOLHA DO SUL ONLINE conversou com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Vilhena e Chupinguaia, Clarinda Maximino da Silva. “Sairemos no domingo aqui de Vilhena, seremos mais de 530 mulheres que nos reuniremos em Brasília com milhares de outras mulheres das mais distintas regiões do brasil, todas movidas pelo mesmo objetivo que a defesa dos diretos das mulheres, das trabalhadoras”, afirmou Clarindo lembrando que um dos direitos que a essa luta conseguir manter inalterado foi o de aposentadoria para a trabalhadora rural aos 55 anos.
Com o lema “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem-Viver”, a marcha é coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), e por diversas entidades parceiras. Confira a pauta que será debatida na Marcha das Margaridas 2023.
A marcha leva o nome da líder sindical rural Margarida Maria Alves, assassinada há 40 anos a mando de latifundiários e que hoje é um símbolo da luta pela igualdade de direitos para as mulheres. O principal objetivo desse movimento, que reúne mulheres de diferentes setores, é entregar ao governo um documento com as reivindicações das “margaridas”, entre os quais constam o combate à violência à mulher, a proteção das matas com justiça ambiental e climática e a democratização do acesso à terra.
Uma das reinvindicações da marcha é o direito a moradia digna. E neste ponto, Clarinda revelou uma boa notícia: um programa para financiamento habitacional para a área rural aos moldes do “Minha Casa, Minha Vida”. O cadastro é feito na sede da Sindicato dos trabalhadores e Trabalhadoras Rural de Vilhena e Chuapinguaia, no Jardim América.
Para fazer o cadastro, o interessado precisa apresentar o documento da propriedade rural; também o Cadastro Ambiental Nacional Rural (CAR), e o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF); além de documentos pessoais. Clarinda esclarece que o Sindicato é responsável apenas pela realização do cadastro, a análise do cadastro é feita pela Caixa Econômica Federal, que definirá se o produtor se enquadra nos quesitos para ser aprovado.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 12 de Agosto de 2023, às 18:20