Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do senador
 
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou que tirou licença médica após um mal-estar ontem. Dessa forma, o parlamentar cedeu temporariamente sua vaga na CPMI do 8 de janeiro a Marcos Rogério (PL-RO).
 
O QUE ACONTECEU:
A assessoria do senador informou que ele foi orientado a tirar licença médica "imediatamente", após um mal-estar em seu gabinete. Ontem, Do Val disse que estava com pressão alta.
 
Ainda não há uma data certa para o retorno do parlamentar.
 
Além de chamar o trabalho da relatoria de "parcial", o senador defendeu o uso da hidroxicloroquina e outras medidas de tratamento precoce, comprovadamente ineficaz por instituições de saúde. A alegação dele era que as indicações sem base científica "foram feitas no afã de enfrentar a pandemia e salvar o maior número possível de vidas de brasileiros”.
 
DO VAL FOI ALVO DA PF NA SEMANA PASSADA
Na quinta-feira (15), dia do aniversário de Do Val, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do senador no Espírito Santo e em Brasília. A busca foi motivada pelas idas e vindas do senador sobre a denúncia de um suposto plano de golpe articulado com o ex-presidente Bolsonaro e o ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
 
Em fevereiro, o senador afirmou que renunciaria ao cargo. Desistiu, e recontou a história outras vezes, minimizando o papel que Bolsonaro teria no plano. Pelas mudanças de versão, Moraes mandou investigá-lo.
 
Depois, em março, Marcos Do Val disse que agiu para "blindar" Bolsonaro, em uma tentativa de afastar Moraes da relatoria de inquéritos contra o ex-presidente. "Não tinha golpe de Estado, nem nada", disse ele na ocasião.