Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE, na manhã de hoje, o prefeito Zé Rover (PP) se queixou dos ataques que vem sofrendo na reta final da campanha. Através de boatos, adversário estariam, segundo Rover, tentando impedir sua vitória.
No final da semana circularam rumores de que a Polícia Federal teria apreendido uma grande soma de dinheiro no hotel da família do prefeito. Logo em seguida pipocou na imprensa o boato de que a Justiça Eleitoral teria decretado a prisão de Rover.
O mandatário desmente ambos os acontecimentos e diz que, por causa dos ataques deliberados, sua família vem sendo atingida. “Meu filho, por exemplo, é um adolescente e, mesmo sabendo que essas informações são falsas, acaba passando por constrangimentos”, revela.
Em tom de desabafo, Rover argumentou: “Não tenho nenhuma condenação, mas mesmo assim tentam me transformar no ficha-suja desta campanha. Como tenho responsabilidade de agir com equilíbrio, tenho procurado responder a essas provocações sem descer ao nível dos meus adversários”.
Sem citar nomes de oponentes, o progressista fez questão de frisar: “Quem está com a candidatura impugnada não sou eu. Assim como não sou eu que tenho que ir atrás de liminar para disputar a eleição. Minha candidatura está liberada desde o início da campanha. Por que, então, estão me atacando?”.
Rover garante que, em relação à primeira acusação, ela é totalmente falsa. “Jamais guardei essa quantia de dinheiro. Portanto, essa suposta ação da Polícia Federal foi inventada por pessoas que querem transformar essa campanha numa guerra de lama”.
Quando à decisão da Justiça Eleitoral, o prefeito explicou: “Foi apenas uma decisão que diz respeito ao formato do nosso programa no horário político. É uma pena que será convertida em multa e que pretendo pagar. Mas andam espalhando por aí que vou ser preso. Isso não é campanha política, é baixaria. E os eleitores já estão percebendo que esse tipo de manobra parte de gente desesperada porque sabe que vai perder nas urnas”.