Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, concedida por telefone, o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) comentou a decisão da justiça de Vilhena, que determinou a retirada dos nomes de sua família das escolas do município.
Donadon lembrou que seu pai, um dos que davam nomes aos colégios que podem ser rebatizados por ordem judicial, foi um pioneiro que, além de ter sido funcionário da prefeitura de Vilhena, ajudou a fundar as cidades de Colorado e Cerejeiras. “Ele ia de Vilhena a Colorado e pé”, relembrou, emocionado.
Melki disse que deu nome às escolas, assim como seu primo, Marlon Donadon, que o sucedeu no cargo, por decreto, mas os vereadores referendaram os atos e, portanto, tornaram legais as iniciativas.
O ex-prefeito lembrou que em Colorado do Oeste também há uma escola estadual com o nome de seu pai, construída pelo então governador Jerônimo Santana. O ex-governador Ângelo Angelin, mesmo ainda vivo, dá nome a outro colégio na mesma cidade.
Num momento de desabafo, Donadon lembrou que o mesmo promotor que pediu à justiça para retirar os nomes de seus parentes das escolas, tem um filho que foi homenageado recentemente, “batizando” um órgão público.
Ele se referia ao promotor Paulo Lermen, cujo filho, Rodrigo Favaretto Lermen, dá nome a um centro de reabilitação mantido pela prefeitura de Vilhena. O jovem foi encontrado morto no dia 03 de julho do ano passado.
Sobre o que pretende fazer, Melki mostrou-se desanimado: “Vou ficar quieto e deixar o tempo cuidar disso”.