Ocupando duas secretarias na administração Rover, o Partido dos Trabalhadores (PT) vive uma situação “esquizofrênica” em Vilhena. Enquanto parte da cúpula, liderada pelo ex-vereador Mauro Bil e o atual  presidente da agremiação, Arli Schultz, defende o apoio à reeleição do prefeito, militantes “rebelados” pregam que a sigla lance candidato próprio.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou esta semana com o advogado e bancário Daniel Prudêncio, o último presidente eleito do diretório petista. Ele renunciou ao mandato após alguns meses à frente do partido, alegando que as disputas internas entre duas chapas inviabilizavam seu trabalho.
Com a entrega do cargo, a presidência passou a ser ocupada por Arli, que perdeu a eleição para o próprio Daniel. Hoje, o dirigente acumula a função com o cargo de secretário municipal de Trânsito, o que a militância considera irregular. “Existe uma resolução nacional que obriga o ocupante de cargo executivo a entregar a presidência do PT”, esclarece Prudêncio, lembrando que Schultz negociou a auto-nomeação.
Daniel vai mais longe e ecoa a denúncia do professor Pedro Tereza, outro ex-presidente do PT na cidade. O educador lidera um grupo de resistência à aliança com Rover e até já protocolou pedido para que a Executiva estadual interfira no diretório local.
Assim como Tereza, Daniel defende candidatura própria a prefeito. Os dois devem lançar seus nomes no encontro petista que decidirá a posição da legenda. De acordo com Prudêncio, que além de advogar, também trabalha na agência do Banco da Amazônia (Basa) na cidade, como Arli teria tomado decisões sem consultar a militância, o mais provável é que ele seja derrotado quando for debatida a proposta de apoio à reeleição de Rover.