Exponorte 2023
Artesão que produz caminhões e outras peças de madeira já expõe em Vilhena há mais de dez anos; já o cuteleiro Marcelo Santos expõe pela primeira vez as suas facas e machados
É no Pavilhão da Central das Agroindústrias, com centenas de metros quadrados, que a Feira Agroartes marca presença na Exponorte 2023. Organizada pelas secretarias municipais de Agricultura e de Turismo, a Feira conta com dezenas de expositores de diversas áreas. No mesmo ambiente os visitantes encontram exposição de obras de arte, produtos de mais de 45 agroindústrias e artesãos, não apenas de Vilhena, mas de todo o Cone Sul do Estado.
Como o artesão José Adriano Ronquete, da JR Carrinhos de Colorado do Oeste, que usa descartes de madeira para criar as suas obras. José Adriano reaproveita o que seria jogado fora para fabricar caminhões, móveis em miniaturas, e outros produtos que chamam a atenção de quem visita seu estande.
José Adriano é um dos expositores mais antigos. Segundo ele, já são mais de dez anos que ele participa da festa em Vilhena. José Adriano, inclusive, já foi tema de reportagem na FOLHA DO SUL ONLINE, primeiro em 2014 (relembre clicando aqui), e depois em 2016 (leia aqui).
Se tem alguns como José Adriano que já expõem há algum tempo, há tempo aqueles que estão estreando na feira agropecuária, como é o caso de Marcelo Santos, da Sanctum Cutelaria, que embora já tenha exposto seu trabalho em outras feiras, na feira de Vilhena é a primeira vez.
Há cerca de dois anos ele iniciou sua trajetória no ramo da cutelaria. “A paixão foi o que me motivou a começar a trabalhar com cutelaria”, disse o artesão revelando que busca sempre apreender novas técnicas com cuteleiros mais experientes e assim vai forjando o seu próprio estilo.
E por falar em forjar, Marcelo Santos explicou que ele usa duas técnicas para a fabricação dos seus produtos, uma delas é a de corte, é mais simples e mais rápida. A outra técnica é a forjada, que usa a forja, uma espécie de fornalha na qual o metal é aquecido para que depois seja moldado no formato desejado pelo forjador.
“A produção mais tradicional é a forjada. Essa técnica é mais difícil, é mais cara, mas é também a que dá maior reconhecimento porque cada peça criada é única”, disse Marcelo explicando que o público da cutelaria forjada é mais restrito, e geralmente quem busca produtos criados com essa técnica são pessoas que têm algum conhecimento do método e do resultado da peça criada por esse método.
E sobre público, Marcelo disse que a expectativa dele para os dias e exposição durante a festa é a melhor possível. “Estou otimista, com base no que tenho visto em outras exposições que participei, a cutelaria tradicional tem uma boa aceitação do público, o que me deixa confiante”, declarou.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Setembro de 2023, às 20:43