Saga do “Padre Batista” será contada em livro que está sendo escrito por colega de batina
Esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã de ontem, o padre Sebastião Batista Viana. Aos 79 anos e hoje morando em Manaus (AM), o religioso veio visitar os muitos amigos e admiradores que deixou em Vilhena, onde atuou por dez anos, entre 1981 e 1991.
“Padre Batista”, como é conhecido, sucedeu o lendário Ângelo Spadari (COM ELE NA IMAGEM SECUNDÁRIA), que hoje dá nome à praça em frente a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no centro da cidade. O religioso também visitará algumas comunidades católicas que ajudou a implantar na região, inclusive em municípios vizinhos de Mato Grosso.
Lúcido e ativo, o padre relembrou seus tempos em Vilhena, onde chegou quando a cidade tinha apenas 20 mil habitantes e se concentrava, quase toda, do lado de baixo da BR 364. Sobre a violência naquela época, o vigário diz que os casos de assassinatos eram mais comuns nas fazendas do que na área urbana.
Há mais de 50 anos vestindo a batina, o mineiro de Manhuaçu já percorreu várias regiões do Brasil, mas tem um carinho especial por Vilhena, cidade à qual faz elogios e costuma visitar com regularidade. “Fui muito feliz em meus 10 anos aqui. E parabenizo a cidade, que é organizada e está crescendo”.
A saga do missionário em terras amazônicas será contada em livro, que está sendo escrito pelo colega com quem ele chegou em Vilhena mais de 40 atrás, o padre José Erval Ferreira, hoje com 85 anos. A obra a ser lançada se chama “Crônicas Missionárias”.
Embora aposentado, mas ainda a serviço de Deus, Padre Batista revelou sua meta, já que só pretende pendurar a batina quando morrer: “quero chegar aos 100 anos”.
Não vai ser difícil atingir o objetivo, já que o religioso, prestes a chegar aos 80 anos, mantém a disposição para celebrar quatro missas todos os domingos.
Fotos
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 22 de Abril de 2022, às 08:43