Até instauração de Comissão Processante que pode afastar Flori é cogitada
 
Durante manifestação realizada ontem na Câmara de Vereadores de Vilhena, os professores da rede municipal que estão em greve desde a semana passada pressionaram os parlamentares a fazerem o prefeito, Delegado Flori (Podemos) cumprir o PCCS que lhes garante o reajuste de 14,95% nos salários.
 
E a queda de braço entre a categoria e o mandatário atingiu outro estágio, com os grevistas pressionando os vereadores a instaurar uma Comissão Processante que, inclusive pode afastar Flori da função. Além disso, um parecer assinado por procuradores do Parlamento dá razão à reinvindicação da categoria (LEIA AQUI, na íntegra).
 
O site confrontou Flori, tanto com o parecer quanto com a ameaça de CP. O prefeito apontou duas falhas no documento: segundo ele, a Constituição, que está acima de uma lei municipal, não permite o “efeito cascata” que está sendo proposto pelos professores; além disso, ao apresentar uma proposta que aumenta despesas, a vereadora Vivian Repessold (PP) teria cometido, segundo ele, “vício de iniciativa”.
 
O mandatário explicou que uma emenda apresentada pela vereadora ao projeto de lei que criou o PCCR em Vilhena, e está sendo usada para reivindicar o aumento para toda a categoria, é inconstitucional.
 
Flori disse que faltam recursos para o município aumentar em mais R$ 16 milhões a folha dos professores que já alcança cerca de 95 milhões de reais por ano e fica com todo o recurso do Fundeb, não deixando espaço para investimentos em escolas e equipamentos.
 
Disse ainda que nenhum professor ganha menos que o piso de R$ 4.420 em Vilhena e que a média no meio da carreira gira em torno de R$ 7 a R$ 8 mil, podendo atingir mais de R$ 10 mil no fim da carreira, “o que não é, de jeito algum, um salário ruim, em que pese os professores merecerem sempre mais” argumentou. O prefeito lamentou que, “hoje em dia os cofres não possam suportar mais nada de aumento”.