Advogados pediram a presidente do TRE e ao TSE que conceda “efeito suspensivo”
Só deve ser levado a julgamento daqui a cerca de duas semanas o pedido de “tutela antecipada de urgência” feito à Justiça Eleitoral pelos advogados do prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PSC), que teve o mandato cassado por ilegalidades cometidas na campanha de 2020, e que tenta voltar ao cargo do qual foi afastado nesta semana.
Conforme explicou o FOLHA DO SUL ON LINE em reportagem recente, cabe ao presidente do TRE, Paulo Kiyochi Mori, decidir se aceita ou não o recurso apresentado ontem pela defesa do mandatário vilhenense. O desembargador também tem o poder de conceder ou não “efeito suspensivo”, o que manteria Japonês no cargo até o julgamento definitivo da ação contra ele no TSE, em Brasília.
Ao apresentar, numa longa peça jurídica, as razões para que a Justiça Eleitoral reforme a decisão da Corte Rondoniense, o advogado Nelson Canedo e outros profissionais do Direito que assinam o recurso, fazem o mesmo pedido ao TSE, caso a solicitação não seja atendida por Kiyochi Mori.
Porém, antes de o recurso seguir para Brasília, tanto o Ministério Público Eleitoral quanto os advogados da ex-prefeita Rosani Donadon, que atuam na ação, terão que se manifestar. Todo esse procedimento pode levar mais de duas semanas até que a primeira liminar seja concedida ou negada. Se for negada, o segundo pedido (que na verdade é o mesmo) é julgado pelo TSE.
Enquanto permanece afastado, vendo o sucessor interino trocar secretários e engatar outras mudanças na administração municipal, o prefeito cassado tenta demonstrar tranquilidade, publicando em seu perfil nas redes sociais, atividades corriqueiras, como “catar” ovos em sua granja de galinhas poedeiras.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 09 de Julho de 2022, às 15:39