Ao deflagrar a “Operação Cumpra-se a Lei”, a Polícia Civil de Vilhena escancarou a real situação da instituição da cidade. Conforme os novos procedimentos, agentes e delegados só trabalharão conforme estiver previsto na legislação. Ou seja, mandados de intimação e de prisão só serão cumpridos com a presença de um delegado titular, que também precisarão assistir depoimentos, sob pena de nenhuma vítima ser ouvida.
Mas, entre as medidas adotadas na cidade, nenhuma é mais preocupante que a decisão dos profissionais de Polícia Técnica, que prometem não realizar mais perícias por falta de veículos. Dos quatro veículos à disposição dos agentes de criminalística, nenhum está em condições de uso. Parte está com problemas na documentação e outros apresentam falhas mecânicas.
As sete cidades do Cone Sul são atendidas por peritos de Vilhena e, com isso, nos casos em que houve mortes, o trabalho poderá deixar de ser executado. Os profissionais admitem até ir aos locais das ocorrências, mas para isso precisarão usar uma das viaturas à disposição da DPC. “Mas nem sempre o veículo está disponível”, argumenta um policial.
CARROS – Em Vilhena, as delegacias Fazendária, da Mulher e 1ª DP, contavam com dez carros. Mas, com a “Operação Cumpra-se a Lei”, constatou-se que três das unidades não estavam adequadas para os trabalhos. A redução da frota está tendo impacto direto no desempenho da DPC local.