Ademar José Ferreira, conhecido como “Baiano”, chegou em Vilhena na década de 1970
 
Foi sepultado ontem na cidade de Teixeira de Freitas, no Sul da Bahia, o corpo do pioneiro em Vilhena, Ademar José Ferreira. Ele morreu afogado na manhã do domingo, 15, em São Mateus (ES), quando pescava em uma represa na propriedade rural onde morava e trabalhava na colheita de café.
 
Diagnosticado com câncer de próstata, ele lutou mais de um ano contra a doença, mas conseguiu vencê-la. Conhecido como “Baiano”, o vilhenense era viúvo e decidiu se mudar, seis meses atrás, para onde moravam vários de seus familiares.
 
Segundo uma das filhas (ele era pai de quatro mulheres e um homem), Ademar estava jogando a rede quando decidiu entrar na água. Um homem que o acompanhava viu quando ele parou de bater as pernas e perguntou se estava tudo bem.
 
Baiano, que era exímio nadados, disse que estava tudo bem, mas logo levantou o braço, como se pedisse ajuda, e depois submergiu na represa, que tem 6 metros de profundidade. Amigos tentaram encontra-lo, mas o corpo só foi localizado após uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros da cidade baiana ser mobilizada.
 
Morador de Vilhena desde a década de 1970, Ferreira trabalhou na indústria madeireira local e foi sepultado na cidade onde acabou perdendo a vida de forma trágica aos 75 anos.