As reações opostas do vereador Júnior Donadon (PMDB), e de seu primo, o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) a uma decisão judicial que determinou a retirada de nomes da família de escolas municipais em Vilhena expôs um suposto “racha” entre os dois.
Herdeiro em ascensão do clã, o vereador deu razão à ação do Ministério Público, acatada pela justiça. Segundo Júnior, embora todos os seus parentes merecessem as homenagens, ele diz que não pretende se envolver na polêmica.
“Não quero os nomes do meu pai e da minha mãe no meio de politicagem. Eles estão no meu coração e, além disso, o tempo que permaneceram dando nomes a escolas foi suficiente”, disse o filho da professora Dalila Donadon e do economista Ângelo Mariano Donadon, que morreram em 2004, num acidente de carro entre as cidades de Rondonópolis e Cuiabá (MT). Apenas uma irmã de Júnior, com 5 anos na época, sobreviveu à tragédia.
Já Melki considerou a decisão da justiça exagerada e apontou casos similares em outras cidades e que não merecem o mesmo tratamento da justiça. O ex-prefeito chegou até a cutucar o promotor Paulo Lermen, que fez a denúncia e cujo filho também dá nome a uma entidade municipal.
O vereador garante que o pensamento oposto ao primo não significa nenhum “racha” entre eles. “É apenas uma questão de opinião”, alega, acrescentando que também considera o tio, Marcos Donadon, pai de Melki, merecedor da homenagem.
Mas o fato é que até mesmo aliados dos dois vêm notando um distanciamento entre Melki e Júnior, que poderiam facilmente conquistar a prefeitura de Vilhena em 2016, caso se unissem. A aliança, porém, parece cada vez mais improvável.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 24 de Janeiro de 2014, às 16:44