“Nossa gestão cumpre a lei, por isso vamos fazer as alterações apontadas pelos juízes que concederam as liminares”
 
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta terça-feira, 16, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), anunciou que já está preparando as correções no edital que será relançado para contratar a entidade responsável pelo gerenciamento da saúde no município.
 
Pouco depois de tomar posse no cargo, Flori contratou emergencialmente, por seis meses, a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, que vem administrando a rede municipal e prestará o serviço até o mês de julho, conforme está previsto.
 
Decidido a manter o sistema, o prefeito lançou o edital que escolheria a substituta da Chavantes, mas quatro firmas interessadas em participar da concorrência foram à justiça, e duas delas obtiveram liminares suspendendo o certame.
 
Flori disse que pesquisou o mesmo tipo de contrato feito em cinco Estados: São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Goiás e Paraná. “Nossa gestão cumpre a lei, por isso vamos fazer as alterações apontadas pelos juízes que concederam as liminares. E também demonstrar um ponto comum nos contratos destes outros Estados e que pretendemos manter no edital”, anunciou.
 
DEU CERTO
O prefeito disse estar satisfeito com a atuação da Chavantes, que organizou a vida administrativa da Saúde local e impôs regras que melhoraram o atendimento no Hospital Regional, que recebe pacientes de todo o Cone Sul de Rondônia e também de municípios de Mato Grosso.
 
“Concluímos a reforma do postinho de saúde do bairro Cristo Rei e em breve entregaremos mais um, completamente reformado. Além disso, estamos credenciando a UPA no Ministério da Saúde para receber de 400 a 500 mil reais por mês. Além disso, o valor das AIHs (Autorização de Internação Hospitalar), que rendiam R$ 400 mil passaram para R$ 1,2 milhão/mês”, enumera o mandatário.
 
“Não existem filas de urgência de pacientes que estão internados no hospital. Os que existem já estão em andamento ou no aguardo de alguma prótese muito específica”, revela o líder vilhenense.
 
ECONOMIA
Flori explicou que, com esse novo modelo de gestão, houve redução de cerca de R$ 1,5 milhão na folha de salários. “E é essa economia feita que está nos permitindo investir em obras e novos serviços”, explica o prefeito, acrescentando que, hoje, não existem filas para cirurgias no HR e procedimentos que não estavam sendo oferecidos na unidade, hoje são disponíveis.
 
Flori admite que houve um aumento nas despesas na ordem de aproximadamente R$ 400 mil por mês. “Mas isso é normal, pois passamos a oferecer exames e procedimentos que não estavam mais sendo feitos na rede municipal. E pretendemos melhorar ainda mais esse segmento, do qual dependem principalmente os mais vulneráveis, que não teriam como pagar pelo atendimento no particular”, finaliza o entrevistado.