A temperatura da famosa “sopa de letrinhas” que pode representar muito bem o grande número de partidos políticos brasileiros está subindo a cada dia em Rondônia, com líderes das agremiações conversando entre si, tentando fechar os entendimentos para composição das alianças. Por enquanto, pode-se afirmar que aliados de hoje podem amanhã estar desunidos, e apenas as convenções, que só acontecem no final de junho, revelarão quem são os candidatos e quais composições estarão formadas.
A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE conversou na manhã desta quarta-feira com o presidente municipal de um tradicional partido político, que traçou o panorama deste dia 04, o qual amanhã poderá estar alterado. José Carlos Arrigo, que comanda o PP vilhenense, declarou que o grupo do qual faz parte está definido com o PR e o PPS, e tem como pré-candidata ao governo a empresária e advogada Jaqueline Cassol, filiada à primeira sigla. Entretanto, ele revelou ser bem provável que o PPS caminhe junto com a aliança, e outros partidos podem se agregar ao time.
Segundo Arrigo, o PSB está se afastando do PMDB de Confúcio Moura, e ensaia um início de “namoro político” com o PP e seus aliados. Ainda está aberto o diálogo com PT e PSC, e com a dificuldade de acordo entre o PMDB e o PTB, os trabalhistas também podem se juntar ao grupo, que tem como figura maior o senador Ivo Cassol. “Mas, em época que antecede as convenções, nada que se diz hoje pode acontecer amanhã. O cenário real só vai se descortinar no final do mês, nos dias que antecedem as convenções partidárias”, afirmou.