Não foram poucas as pessoas que, na manhã desta sexta-feira, 14, compareceram à solenidade de entrega de 200 casas populares em Vilhena com o mesmo objetivo: conferir se o cerimonialista do Governo, Roni Freitas, e a primeira-dama da cidade, Lizangela Rover, iriam repetir o incidente registrado no mês passado por ocasião do sorteio das mesmas moradias agora liberadas para famílias de baixa renda.
O barraco entre os dois se estendeu pelas administrações municipal e estadual, com os aliados do governador Confúcio Moura (PMDB) tomando as dores de seu locutor e os partidários do prefeito Zé Rover (PP) saindo em defesa da esposa do mandatário. Só para usar os argumentos dos dois lados envolvidos no contencioso: os amigos de Roni dizem que Lizangela foi deselegante ao usar a palavra sem ser convidada e os apoiadores da primeira-dama devolvem, acusando o comunicador de desrespeitar uma mulher que é autoridade, pois comanda uma secretaria municipal.
Mas Lizangela nem apareceu no evento de hoje, para tristeza de uns e alívio de outros. O desânimo que sua ausência poderia provocar, no entanto, foi devidamente suprido pelos professores em greve, que resolveram esculachar o governador no momento em que ele discursava para destacar a importância do benefício que estava entregando. Além de apitos e faixas com imagens e palavras destinadas a constranger o visitante, também sufocaram sua voz, ao entoar uma musiquinha provocativa sobre sua competência para administrar o Estado. Elegante, Confúcio não bateu boca e os manifestantes, que já havia dado seu recado (que ele considerou bem mal criado) acabaram se afastando sem nenhum incidente.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 14 de Junho de 2013, às 14:55