No WhatsApp, Júnior Pintor chamou de “grupo do mal” os adversários da família Donadon
“A ordem era que houvesse apenas um candidato contra os Donadon. O Jaime estava bem cotado e eu precisava derrubá-lo dentro do partido para favorecer o grupo do mal, grupo perseguidor, que hoje governa Vilhena. A pedido desse grupo que está aí na prefeitura, fui (como mensageiro) até o presidente municipal do PSB, Miguel Câmara, e ofereci de R$ 40 mil até R$ 100 mil. Isto porque Câmara estava propenso a se aliar a Rosani Donadon e queriam que ele fosse para o grupo do PV”
Essas foram as palavras usadas em um áudio divulgado através do WhatsApp pelo servidor público Júnior Pintor, e que motivaram o prefeito afastado de Vilhena, Eduardo Japonês (PSC), que se sentiu o ofendido pelo comentário, a ingressar com ação por difamação contra ele na justiça.
Júnior contou, através do aplicativo de mensagens o que, segundo ele, teria acontecido na pré-campanha para prefeito de Vilhena em 2016, disputada pelo próprio Japonês contra Rosani Donadon, que acabou eleita naquele ano.
A referência ao “Jaime” (o empresário Jaime Bagattoli), com quem Pintor chegou a ter um desentendimento, veio acompanhada da revelação mais explosiva: a de que ele teria oferecido dinheiro a dois dirigentes partidários em troca de apoio, e para que ambos não se aliassem à família Donadon na época.
Embora seu nome não tivesse sido mencionado por Júnior, que usou a expressão “grupo do mal” para definir os adversários dos Donadon, Eduardo Japonês chegou a propor um acordo para que o denunciado pagasse 5 salários mínimos para encerrar a ação judicial.
Júnior Pintor, que foi defendido pelo advogado Carlos França, não aceitou a proposta e respondeu à ação no Juizado Especial Cível, onde foi julgado e absolvido, inclusive com parecer favorável do Ministério Público. A sentença, publicada no dia 08 de agosto, é do juiz Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral (CLIQUE AQUI e leia na íntegra).
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Agosto de 2022, às 15:01