Cabe à equipe médica decidir sobre a utilização ou não do órgão doado
 
Uma equipe médica do Hospital de Base, de Porto Velho, só não chegou ainda em Vilhena para a captação dos órgãos de uma paciente cuja morte encefálica foi constada ontem porque ainda não conseguiu um avião para fazer o transporte.
 
Segundo apurou o FOLHA DO SUL ON LINE, a professora Neliane Grigório, que passou por três exames que confirmaram que ela não tem mais atividade cerebral, está sendo mantida respirando por aparelhos para que os órgãos a serem doados continuem funcionando.
 
O gesto da família da educadora, autorizando a doação, foi elogiado nas redes sociais e grupos no WhatsApp: “num momento de tamanha dor, esse gesto demonstra a grandeza dos familiares da Neliane”, disse uma colega de profissão da doadora (ENTENDA AQUI).
 
Segundo apurou o FOLHA DO SUL ON LINE, já há pacientes à espera das córneas e dos rins doados, que serão levados para Porto Velho de avião. Mas a falta da aeronave está dificultando o início do procedimento, que será feito no Hospital Regional.
 
COMO É FEITA A CAPTAÇÃO?
Paciente com diagnóstico de morte encefálica internado em hospital é doador em potencial. A família é informada da possibilidade de doação dos órgãos. Caso ela concorde, uma série de exames são feitos para confirmar o diagnóstico. A notificação da morte encefálica é obrigatória por lei.
 
A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (Central de Transplantes) é notificada e repassa a informação para uma Organização de Procura de Órgão (OPO) da região. A OPO se dirige ao hospital e examina o doador, revendo a história clínica, os antecedentes médicos e os exames laboratoriais. A viabilidade dos órgãos é avaliada, bem como a sorologia para afastar doenças infecciosas e a compatibilidade com prováveis receptores.
 
A OPO informa a Central de Transplantes, que emite uma lista de receptores inscritos, compatíveis com o doador. No caso de transplante de rins, deve-se fazer ainda uma nova seleção por compatibilidade imunológica ou histológica. A central, então, informa a equipe de transplante e o paciente receptor nomeado. Cabe à equipe médica decidir sobre a utilização ou não do órgão.