Uruguaio trabalhou por 30 anos na companhia circense e, por causa da covid-19, teve de buscar ajuda de instituição social
Após 30 anos de trabalho nos serviços gerais do Internacional Circo Kroner, atualmente em Vilhena, o uruguaio Juan Carlos, de 60 anos, vive hoje um drama pessoal que o impediu de estar na cidade para as apresentações dos últimos dois meses. Entrevistado em Cuiabá pela repórter Vitória Lopes, do portal Rodinei Crescêncio, o ex-integrante do circo explica que, ao contrair Covid-19 em 2021, sua carreira foi interrompida.
Sem condições para se tratar longe da profissão que exerceu durante as últimas três décadas, Juan teve de ficar em Cuiabá (MT) e procurar ajuda no Abrigo Bom Jesus na capital mato-grossense, que hoje acolhe quase 100 idosos prestando cuidados, moradia, alimentação e atividades: tudo isso com doações.
Originário de Montevidéu, no Uruguaia, Juan Carlos contou que conheceu diversos países da América do Sul enquanto circulava com o circo, de espetáculo em espetáculo, mesmo no início da companhia circense, que se chamava Irmãos Robatine anteriormente.
Apaixonado pela vida na estrada, ele garante: “Se voltarem pra me pegar, eu vou”.
No abrigo, Juan fez amizade com Deiran Rudy, de 62 anos, engenheiro mecânico e bacharel em Direito também abrigado no local. Recentemente os dois, que se apeliadam com bom humor de "Ruan e Rum", realizaram sonho de Deiran ao assistir jogo do time paulista Corinthians na Arena Pantanal, em Cuiabá.
O circo está em Vilhena desde o início de junho com espetáculos variados, que somam mais de 20 atrações, com profissionais de malabarismo, acrobacias aéreas, globo da morte, acrobacias aéreas, palhaço, música, brincadeiras, interação, dança, personagens animados, equilibrismo, mágica, entre outros durante cerca de duas horas de show
Autor:
Da redação
Fonte:
Foto: RD News
Publicado em 21 de Julho de 2022, às 08:58