Cascalheira ainda aguarda a liberação da Sedam para a extração do material
 
No início desta semana, na Linha Chafariz, na área rural de Vilhena, um sitiante daquela região tombou o caminhão modelo F4000, quando retornava da cidade para a propriedade rural onde mora. O veículo subiu em um monte de terra depositado na lateral da via pela equipe da Secretaria de Obras da Prefeitura de Vilhena, que realiza trabalho de melhorias na estrada vicinal. O Acidente aconteceu próximo das 19 horas e o caminhão ficou de pneus para cima.
 
“Zimar”, como o sitiante de 45 anos é conhecido, conduzia a F4000 que levava descartes de frutas e verduras que ele recolhe nos supermercados da cidade para alimentar os porcos que cria na propriedade rural.
  
 
Em um grupo de WhatsApp, Zimar relata que havia encontrado outros veículos e a poeira levantada pelos carros impossibilitou a visão do monte de terra que ele atingiu, provocando o tombamento da F4000. Ele não sofreu ferimentos graves.
 
 
A reportagem conversou com Laércio Torres, Secretário da de Obras, ele lamentou o acidente e confirmou que os montes de terra relatados pelo sitiante foram feitos pela equipe da SEMOSP. “Esses montes de terras que estão lá, estão nas margens ou interditando parcialmente a estrada, são o resultado de quase 100 caixas de captação de água que estão sendo feitas na lateral da estrada. A terra retirada dessas caixas está sendo utilizada para levantamento da estrada que depois vai receber o cascalho”, explicou Torres, que argumentou ainda que o serviço é feito em etapas, e que essa primeira etapa é a abertura das caixas.
 
A secretário assegurou que a obra não foi ainda concluída porque, segundo ele, a cascalheira ainda aguarda a liberação da Sedam para a extração do material. “A gente está aguardando a liberação para que possamos concluir o serviço o mais breve possível”.
 
O secretário assegurou que está prestando o apoio necessário ao sitiante. “Nós providenciamos a retirada do veículo do local e a condução para um local seguro”, disse Torres que deixou claro que nada pode fazer em relação aos reparos necessários ao veículo do sitiante. “Não temos legalidade para a realização do conserto”.