O prefeito Zé Rover (PP) e boa parte de seu primeiro escalão estarão frente a frente, amanhã, com a nova juíza eleitoral de Vilhena, Christian Carla de Almeida Freitas. A audiência que será comandada pela magistrada apura suposto crime eleitoral cometido no pleito do ano passado e que teria beneficiado o vencedor (Rover).
Entre os que também foram intimados para prestar esclarecimentos está o ex-chefe de transporte do Hospital Regional, José da Silva, o Zé da Paraná. Ele é acusado de ter responsabilidade na distribuição de requisições da unidade de saúde para abastecimento de veículos particulares na última campanha municipal.
No ano passado, um veículo foi flagrado pela polícia federal abastecendo num posto da cidade usando as requisições que deveriam ser exclusivas para a frota oficial. Apontado como beneficiário da ilegalidade, Zé da Paraná, que era candidato a vereador, abriu mão de concorrer. Ele nega ter autorizado a distribuição das requisições e argumenta que nem estava mais no cargo quando o fato ocorreu.
Mas, ultimamente, Zé tem feito ameaças veladas de “abrir o bico”, caso seja “abandonado” pelo prefeito. O servidor admite que já foi procurado por empresários para comprometer Rover, mas até agora não denunciou a participação de ninguém no suposto esquema.
O prefeito, por sua vez, parece estar agindo para amansar o ex-aliado. Tanto que a mulher dele é lotada num cargo de confiança do município. Não há confirmação, mas suspeita-se que os advogados que defendem Zé da Paraná na ação por crime eleitoral, estejam sendo bancados pelo mandatário.