Detentos de “baixa periculosidade” que cumprem pena no Centro de Ressocialização Cone Sul, presídio inaugurado no ano passado nos arredores de Vilhena, foram fotografados pelo FOLHA DO SUL ON LINE na manhã de ontem (quarta-feira, 05), fazendo a manutenção dos jardins em frente o Fórum de Justiça local.
A atividade faz parte de um curso de jardinagem de 20 dias que foi disponibilizado para os apenados e que, após concluído, lhes renderá dinheiro e remissão do tempo a ser cumprido atrás das grades. Para cada dois dias trabalhados, os presos diminuem um em suas respectivas penas.
Os cursos e os trabalhos oferecidos aos detentos são uma novidade bem sucedida na unidade vilhenense, desenvolvida pelo diretor do estabelecimento, Juraci Duarte, que nunca enfrentou uma única rebelião desde que está no posto.
No momento, muitos dos que estão encarcerados no CRCS trabalham em empregos formais, como a produção de bolas de futebol e a fabricação de estruturas de concreto pré-moldado. As empresas que contratam a mão-de-obra carcerária instalaram fábricas dentro do presídio com autorização da justiça.
Duarte explicou ao FOLHA DO SUL ON LINE que, embora os detentos sejam monitorados, não há segurança armada lhes vigiando no trabalho externo. “Eles são bem conscientes das vantagens de se trabalhar”, argumenta o diretor.