Os servidores do ex-Terrirório de Rondônia que supostamente tem direito a serem transpostos para os quadros da União aguardam a cerca de uma década o tramitar da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que trata do tema. Na semana passada, o Diário Oficial da União divulgou decreto concedendo o benefício a mais 48 trabalhadores, e anteriormente fez o mesmo com praticamente a mesma quantia de contemplados. O problema é que existem cerca de dez mil processos do gênero em avaliação pelo governo federal, e a definição na base “conta-gotas” está deixando muita gente frustrada.
De acordo com a professora Francisca Diniz (FOTO), que é a representante do SINTERO no Cone Sul do Estado, o impasse acontece devido a “falta de vontade da União em fazer o que é sua obrigação”. Ao longo destes anos aconteceram inúmeras reuniões e cadastramentos, mas a coisa caminha a passos de tartaruga. Representando as demais organizações sindicais de servidores do Estado, é o SINTERO que lidera o movimento pela execução da PEC, “mas confesso que estamos esgotados e acreditando que os limites em que podemos atuar já se esgotaram”.
A bancada federal de Rondônia tem acompanhado toda a tramitação desde o início, mas o desinteresse parece ter afetado os políticos que representam o Estado no Congresso Nacional. No último encontro de sindicalistas onde o assunto foi discutido, apenas o deputado Padre Ton marcou presença. O Estado de Rondônia, que seria beneficiado com a transposição, pois teria um alívio no custeio da folha de pagamento, também parece ter lavado as mãos e arrefeceu a cobrança junto ao governo federal.
“Temos outra reunião agendada para os próximos dias, onde deveremos mais uma vez encontrar alguma saída para a questão, mas já se fala em ingressar com ação na Justiça para que este Poder interfira no caso e determine que o governo federal cumpra o que determina a Emenda Constitucional que garantiu o direito aos trabalhadores, muitos deles com idade avançada ou mesmo aposentados”, finalizou a dirigente sindical.