Na manhã de hoje, a “tropa de choque” do prefeito Zé Rover (PP) na Câmara de Vilhena impôs nova derrota ao vereador Júnior Donadon (PMDB), rejeitando 11 requerimentos de autoria do parlamentar.  Com os votos contrários de Marta Moreira (PSC), Carmozino Taxista (PSDC), Jairo Peixoto e Célio Batista (ambos do PP) e Marcos Cabeludo (PHS), as proposituras de Donadon, que pediam esclarecimentos e relatórios financeiros da Câmara e da prefeitura, foram barrados.
Irritada com a reprovação dos pedidos de informação, a vereadora Maria José (PDT), chamou a Câmara de “circo”, provocando manifestação do público que assistia à seção e que também vaiou os aliados de Rover.
Até um requerimento dirigido ao presidente da Câmara, Vanderlei Graebin (PSC), cobrando explicações sobre a recente exoneração de assessores foi rejeitado. O autor do pedido de esclarecimento desabafou na tribuna: “No meu coração eu tinha certeza de que esse requerimento seria aprovado. Afinal, segundo o presidente, os cortes foram iguais em todos os gabinetes. Pelo jeito, isso não é verdade”. Júnior informou publicamente que, enquanto seu gabinete recebe verba de gabinete de R$ 12 mil, outros colegas são beneficiados com o dobro desse valor.
CORTES - Numa mini-entrevista coletiva concedida logo após a sessão, Graebin reafirmou que a dispensa de cerca de 30 servidores tem por objetivo cortar gastos. Ele garantiu que todos os parlamentares terão os mesmos R$ 5 mil mensais para manterem o funcionamento de seus gabinetes.
PRESSÃO – Antes da sessão começar, o braço direito de Rover, o supersecretário Gustavo Valmorbida, e o procurador do município, estiveram na Câmara. A oposição no Parlamento garante que a dupla não foi até lá fazer “visita de cortesia” e sim barrar investigações sobre os gastos da prefeitura, que começariam justamente com base nos relatórios pedidos por Donadon e freados pela “tropa de choque”.