Firma que explora transporte coletivo quer R$ 90 mil por mês
 
Dois professores do IFRO enviaram um vídeo ao FOLHA DO SUL ON LINE mostrando o que, segundo eles, seria a “expulsão” de manifestantes que haviam ido até o gabinete do prefeito Eduardo Japonês (PSC) na manhã de hoje protestar contra a falta de transporte para alunos da instituição federal de ensino (ASSISTA ABAIXO).
 
A assessoria do mandatário desmentiu a informação e disse que, ao invés de receber todo o grupo, Japonês se reuniu em sua sala com representantes dos estudantes e da própria entidade educacional, para discutir medidas que levem à solução do impasse.
 
O site teve acesso a um ofício enviado ao diretor do campus do IFRO na cidade (CONFIRA AQUI), explicando a situação, e também  a uma lei de 2015, assinada pelo então prefeito Zé Rover, que autorizava um convênio com a empresa que venceu a licitação e ganhou a concessão para explorar o transporte coletivo na cidade.
 
Após saber que, para retomar o transporte dos alunos, a empresa Transpaim exige o pagamento de um valor mensal da prefeitura, Japonês deu 48 horas o serviço voltar a ser prestado, alegando que o contrato firmado entre ela e o município não prevê esse tipo de repasse.
 
Segundo a lei que firmou a parceria, a prefeitura pagaria 50 centavos por cada passe destinado aos alunos, até o limite de 20 mil bilhetes, totalizando um valor de R$ 10 mil (VEJA AQUI). A companhia exige R$ 90 mil por mês, o que o prefeito considera ilegal, sem previsão no contrato.
 
Caso a Transpaim não volte a transportar os alunos no prazo estipulado pelo prefeito, o município contratará 03 ônibus em regime emergencial e revogará a concessão da empresa. Outra licitação será feita para a escolha da nova concessionária do transporte coletivo na cidade.