Uma indicação do Vereador Célio Batista (PP) feita na última sessão ordinária da Câmara de vereadores de Vilhena, cobra o cumprimento da Lei 2.278/2007, de autoria do ex-vereador Mauro Bil (PT), que obriga a expedição de receitas médicas digitadas ou datilografadas ou escrita manualmente em letra de forma.

Segundo o vereador, a cobrança do cumprimento da Lei é também por conta dos médicos cubanos. “É claro que irá facilitar para eles, que ainda não conhecem bem a nossa língua”, disse Batista. Mas, é principalmente por causa das receitas com péssima caligrafia.

De acordo com o vereador, ele tem recebido reclamações de pessoas, tanto de pacientes quanto de atendentes de farmácias, de que algumas receitas têm a caligrafia tão ruim, que não se consegue “decifrar” o que o médico escreveu. “Algumas vezes é necessário retornar ao médico para que ele traduza”, disse o vereador.

Um caso assim aconteceu no mês de abril com a aposentada Maria de Lourdes Ferreira da Silva, de 63 anos. Depois de ser atendida em um posto de saúde da cidade, a aposentada foi a uma loja de uma rede de farmácias vilhenense para aviar a receita. Mas, nenhum dos atendentes conseguiu entender o que havia sido receitado. “Eu tive que retornar ao ‘postinho’ para que o médico passasse outra receita”, disse Maria de Lourdes.

Para o vereador, o cumprimento da Lei evita transtornos aos pacientes que já estão convalescidos pela doença e não precisam passar por contratempos como esse.