Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, esta semana, o vereador José Cechinel (PSC), que disputa a reeleição, tocou num assunto que tem se tornado o “câncer” da política vilhenense ao longo das últimas disputas eleitorais: a compra de votos.
Esta modalidade criminosa, aliás, garantiu o mandato ao próprio Cechinel, que assumiu a vaga no lugar do professor Rosivaldo Paiva (PSDC) cassado por compra de votos em 2008.
Cechinel ressalva que não tem provas de que a prática estaria acontecendo, mas garante já ter ouvido relatos de assédio a eleitores às vésperas da votação. “O aliciamento, em grande parte dos casos, acontece de forma oficial: há candidatos que pagam eleitores para trabalhar no dia da votação. Na verdade, o dinheiro dado pelo serviço serve mesmo é para comprar o voto do contratado”.
Cechinel diz que, tanto ele quanto outros candidatos que não usam o dinheiro para se eleger, podem ser prejudicados pelas estratégias dos compradores de votos. “Mas espero que a Polícia Federal aja com rigor, até para garantir possibilidade de vitória aos que jogam limpo e não humilham o eleitor comprando sua dignidade”.