Macedo cobrava informações sobre percentual investido por instituição superior de ensino

Mais um episódio que evidencia o racha na Câmara Municipal de Vilhena foi registrado durante a sessão ordinária de ontem (terça-feira, 12 de dezembro). O grupo de oito vereadores que forma a base aliada do prefeito Delegado Flori (Podemos) rejeitou o requerimento proposto pelo vereador Ronildo Macedo, do mesmo partido, que cobrava do Executivo, explicações sobre o instrumento jurídico celebrado com a Faculdade Uninassau que previa o investimento, pela instituição de ensino, de uma porcentagem obtida com o curso de medicina na reforma e ampliação de unidades de saúde do município.  
 
Sem quaisquer explicações, os membros do grupo que, além de tentar tirar da presidência da Câmara o vereador Samir Ali, votou e peso pela rejeição do Requerimento 43/2023, por meio do qual o vereador Ronildo Macedo pedia:
 
“Cópia do instrumento jurídico celebrado com a UNINASSAU, antiga UNESC, que dispõe sobre a destinação de 10% (dez por cento) da renda bruta do curso de medicina para aplicação na reforma e ampliação das unidades de saúde do Município; o rol das unidades de saúde do Município que foram contempladas com recursos do Programa e a discriminação de todas as benfeitorias realizadas, desde o início de vigência do instrumento; a prestação de contas de todos os recursos recebidos e aplicados nas unidades de saúde do Município, desde o início de vigência do instrumento; e os documentos e relatórios de inspeções realizadas pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia nas unidades de saúde do Município contempladas com reformas e ampliações financiadas com recursos do Programa.”
 
Vale destacar que o requerimento é uma ferramenta essencial para que o Poder Legislativo exerça sua função de fiscalização sobre as ações do Poder Executivo. Tema que foi defendido repetidamente na Casa por vereadores que alegavam não receber respostas satisfatórias do Executivo às suas demandas e, que agora sequer permitiram que essa demanda chegasse ao Palácio dos Parecis.
 
Ronildo Macedo, autor do requerimento, lamentou a não aprovação da proposta. Ele expressou respeito pela decisão dos colegas, mas manifestou tristeza ao ouvir que o grupo de oito vereadores busca proteger o prefeito em vez de resguardar os interesses do município. Macedo afirmou que buscará outros meios, inclusive via judiciário, para obter as informações sobre o instrumento jurídico em questão.