Com a recusa do Poder Legislativo de Vilhena em autorizar convênio com a organização da etapa do Fusca Cross realizada na cidade no último final de semana, vereadores foram criticados por promotores do evento, durante a realização da corrida. Usando o serviço de som instalado para a promoção, Djavan Jacinto dos Santos, o “Djavan das Panelas”, citou o nome da vereadora Maria José da Farmácia (PDT) e de José Garcia (DEM), além de tentar mencionar um terceiro edil cujo nome não foi compreendido, pois o som tinha sido cortado. O promotor de eventos estava revoltado com a recusa da Câmara dos Vereadores em aprovar convênio de R$ 25 mil, com base em parecer (desfavorável) elaborado pela Assessoria Jurídica do Parlamento.
Em sua fala, Djavan citou os vereadores como “inimigos do esporte local”, e usou outras expressões no mesmo sentido. O caso revoltou Maria José, que questionou o benefício comunitário do evento, e alegou que há outras prioridades para utilizar verbas públicas. Outros parlamentares, como Junior Donadon (PMDB), defenderam a colega, e debateram a questão. Junior chegou a dizer que há outras matérias semelhantes tramitando nas comissões permanentes da Casa, que também serão rejeitadas. “Estamos aqui para cumprir nossa obrigação de filtrar a utilização do dinheiro público visando atender a comunidade como um todo, e não de forma fragmentada”, destacou. Por sua vez, Maria José declarou que é preciso ter critério e bom senso com verbas oficiais, definindo prioridades.
No Executivo, o secretário de Esportes, Wellington de Oliveira, o “Pig”, diz que conta com orçamento anual de R$ 168 mil para investimentos deste tipo, e que em seu ponto de vista o apoio ao Fusca Cross seria positivo para Vilhena, pois atrairia desportistas do Paraná e Mato Grosso, fomentando a economia local e divulgando a cidade. “Já apoiamos o evento em outras ocasiões, e fico desapontado com o que houve”, declarou.