A vereadora Maria José da Farmácia (PDT) teceu duras críticas ao secretariado do prefeito Zé Rover (PP) na sessão da Câmara de Vilhena na manhã desta terça-feira, 19.
Maria José começou seu discurso citando uma personagem da novela global “Amor à Vida” (Valdirene), que ao ser chamada de burra pela mãe, retruca dizendo que é a inteligência pura. “Pois eu digo que sou burra”, disse a vereadora, prosseguindo: “Porque eu não entendo os caminhos políticos”, afirmou a vereadora, referindo-se ao fato da prefeitura ter em conta a verba de uma emenda parlamentar de R$ 290 mil para a aquisição de um mamógrafo, e de ter pagado quase R$ 200 mil de exames para uma clínica particular, ao invés de adquirir o equipamento.
A parlamentar evidenciou ainda uma pesquisa realizada por ela, que indica a aquisição, por um médico paulista, de um aparelho para realização dos exames de mamografia no valor aproximado de R$ 250 mil, já instalado. “Não consigo entender porque esse profissional consegue comprar um equipamento de última geração e uma prefeitura do porte de Vilhena não consegue”, questionou a vereadora.
A pedetista desabafou na tribuna: “Vilhena é uma flor que desabrocha, mas que está murchando”, disse, ao se referir à falta de cuidado da administração com a cidade. E, munida de fotos das ruas do Cristo Rei, que estão quase intransitáveis, pediu ao Poder Executivo que olhe com mais carinho para um dos bairros mais populosos de Vilhena. 
E, ao finalizar, mandou um recado ao secretariado: “Os senhores secretários têm que ficar na rua, em contato com o povo, não em seus gabinetes se achando os maiorais; é o povo quem paga os seus salários para trabalhar”, disse a vereadora e completou: “Aqui é o país das maravilhas, é tudo fantasia”.