Estreante em cargos públicos, a vereador Valdete Savaris (PPS) reage com naturalidade quando questionada se não teme sofrer represálias do grupo ligado ao prefeito Zé Rover (PP), por ter contrariado a orientação dos correligionários, votando num candidato da oposição para presidir a Câmara de Vilhena no biênio 2015/2016. Nesta semana, a parlamentar, que era candidata a vice na chapa de Jairo Peixoto, candidato do prefeito à presidência da Câmara, votou contra si mesma e deu a vitória a Júnior Donadon (PMDB), que faz oposição a Rover.
Ao tomar conhecimento do voto da educadora, o secretário de Educação, José Carlos Arrigo, que filiou Valdete no PPS, partido do qual é vice-presidente na cidade, se disse “decepcionado” com a atitude. Embora não tenha feito qualquer ameaça à parlamentar, Arrigo vocalizou o sentimento que toma conta do grupo ligado ao prefeito, que trabalhou pela eleição de Jairo Peixoto.
O mais impressionante na decisão da vereadora é o fato dela abrir mão de ocupar a vice-presidência da Câmara para votar na chapa adversária e ficar sem um lugar mesa. Sobre essa situação, Valdete cunhou uma frase curiosa para mostrar que não faz questão da visibilidade na cúpula do Legislativo: “Flor é que vai na mesa para servir de enfeite. E eu não tenho nem beleza para isso”, disparou a modesta novata.