Clima ficou tenso entre os vereadores Vivian Repessold e Dhonatan Pagani
O clima na sessão desta terça-feira, 05, a primeira do mês de setembro, da Câmara Municipal de Vilhena, foi tenso e contou com troca de farpas entre vereadores. O tema que fez elevar a temperatura na Casa foi a questão da CPI contra o prefeito Delegado Flori (Podemos), que contou com centenas de assinaturas de professores, mas não obteve as cinco assinaturas de vereadores necessárias para que a investigação fosse deflagrada.
Defensora da CPI, a vereadora Vivian Repessold (PP) lamentou em seu discurso a falta de apoio dos colegas para a criação da comissão, que pretendia investigar as contas da educação municipal. Vivian afirmou que a intenção da implantação de uma CPI nunca foi com a intenção de cassar o prefeito, mas tão somente para buscar a verdade sobre a situação da educação e o motivo pelo qual o prefeito se nega a pagar o reajuste do magistério.
Ela agradeceu nominalmente aos vereadores Ronildo Macedo, Samir Ali e Clérida Alves que, assim como ela, assinaram o pedido de abertura de CPI; e citou os nomes de todos os outros vereadores, dizendo: “faltam as vossas assinaturas aqui”.
A coisa esquentou mesmo durante a fala do vereador Pedrinho Sanches (Avante) que relembrou que Vilhena vive há anos uma instabilidade politica e que isso somente prejudica o município. Ele declarou também que a cidade de Vilhena tem tudo para se tornar uma metrópole, mas enquanto a iniciativa privada alavanca o município, o poder público e a sua instabilidade travam a evolução e o crescimento.
O vereador descreveu esse cenário para falar que uma CPI neste momento seria mais um passo atrás para Vilhena. “Uma CPI, num momento desse, puxa Vilhena para trás”, afirmou, antes de concluir: “Apenas nesta legislatura, esse é o quinto pedido de abertura de CPI, todos genéricos, sem qualquer cometimento de um crime”, apontou o vereador, que defendeu que ainda não se esvaíram todos os meios de fiscalização do Executivo, para que a Casa chegue ao extremo de abrir uma Comissão de Investigação.
Nesse momento a vereadora Vivian Repessold pediu um aparte e, quando começava a falar, entendeu que foi interrompida pelo vereador Dhonatan Pagani (Podemos). Ela se dirigiu a ele questionado se ele havia falado com ela e os dois começaram uma troca de farpas que precisou da intervenção do presidente da Casa, vereador Samir Ali (Podemos). Ânimos contidos, a vereadora concluiu a sua fala.
Minutos depois, o vereador Dhonatan Pagani foi à tribuna e, em um trecho do seu discurso, a vereadora Vivian Repessold pediu um aparte que lhe foi negado pelo colega, e aí se iniciou um novo bate-boca entre os dois que exigiu, mais uma vez, a intervenção do presidente da Casa.
“Essa questão da CPI, eu sei que a gente acaba criando um conflito aqui, muitas vezes um se magoa com o outro, mas são visões diferentes apenas. Tem quem defenda a abertura da CPI, e tem que defenda a não abertura”, disse o vereador Samir Ali, que afirmou que a propositura de uma CPI só chegou a esse ponto por causa das ações do prefeito que, na avalição dele, tentou colocar a população contra os professores e tentou passar a impressão que os professores queriam tomar algo que não era deles, quando o reajuste é um direito da categoria, entende.
Samir conclui assegurando que o assunto CPI está encerrado e que os vereadores devem buscar outros meios de investigar e fiscalizar (CLIQUE ABAIXO e assista vídeo mostrando a “treta”).
Vídeo
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Setembro de 2023, às 14:59