Mulher de 50 anos engatou namoro com homem de 80 através da internet
Causou comoção em grupos no WhatsApp o vídeo publicado pela enfermeira Joelza Albuquerque mostrando sua gatinha “Sofia” ensanguentada e com a mandíbula fraturada. O ataque contra o animal aconteceu no domingo, 30, no distrito de Nova Conquista, pertencente a Vilhena. Por trás do caso, no entanto, existe uma história que seria de amor, mas se transformou em completo horror.
No final do ano passado, uma mulher de 50 anos, moradora da cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, engatou namoro pela internet com um homem de 80 anos, de Nova Conquista. O relacionamento evoluiu e, no dia 1º de janeiro, a mulher veio visitar o idoso, com quem se casou.
A relação amorosa, no entanto, logo descambou para problemas graves e, mais de um mês atrás, a mulher denunciou o companheiro, que segundo ela, havia tentado mata-la a facadas. Resultado: uma medida protetiva contra o aposentado foi concedida e ele hoje vive numa entidade beneficente em Vilhena.
A própria Joelza, que teve sua gata atacada, deu detalhes da situação ao FOLHA DO SUL ON LINE. A profissional de saúde está acompanhando a autora do ataque, que foi internada no Hospital Regional de Vilhena apresentando indícios de esquizofrenia, o que a teria levado a cometer a atrocidade contra o felino.
Joelza conta que, desde que chegou à pequena localidade na zona rural de Vilhena, a paulista apresenta sinais de transtornos psiquiátricos. A casa dela foi visitada por profissionais do CAPS, mas eles disseram que não tinham o que fazer.
Na semana passada, a mulher surtou e foi trazida para Vilhena, onde recebeu a prescrição dos medicamentos que deveria tomar. De volta a Nova Conquista, ela continuou piorando e ficando cada vez mais agressiva, a ponto de atacar uma idosa que havia sido sua madrinha de casamento.
No sábado, 29, a mulher invadiu a casa de Joelza, obrigando o filho da enfermeira, um menino de apenas 08 anos, e a babá que cuidava dele, a deixarem o imóvel.
No domingo, após o ataque contra a gatinha, a comunidade de Nova Conquista formou um mutirão de voluntários para ajudar a encaminhar a mulher para tratamento.
Joelza liderou o grupo e conseguiu trazer a paciente, que precisou ser sedada diante de seu quadro psiquiátrico. Ela deve ser transferida para Porto Velho.
Os parentes da mulher foram contatados, mas não demonstraram nenhum interesse em cuidar dela, mesmo a família dispondo de condições financeiras para tratá-la. Um irmã chegou a alegar que ela não conseguiu se aposentar porque o INSS não a considerou portadora de nenhuma doença.
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Vídeo
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 03 de Maio de 2023, às 08:53