O FOLHA DO SUL ON LINE conversou, na noite desta segunda-feira, 17, com duas servidoras municipais de Vilhena e ouviu o mesmo desabafo de ambas: nas áreas de saúde e educação, mesmo com os nomes de pessoas aprovadas no último concurso da prefeitura já divulgados, gente em cargos comissionados está sendo chamada para atuar em escolas e postos de saúde.
De acordo com a funcionária da educação, só nas duas últimas semanas, a creche Omar Godoy recebeu três novas merendeiras. Uma professora, que mesmo fazendo o concurso não ficou entre as aprovadas, também foi convocada para lecionar na creche Mário Grasso ocupando cargo comissionado.
O site ligou para o secretário municipal de Educação, José Carlos Arrigo, que admitiu ter lotado uma mulher na cozinha da creche Omar Godoy. Ele explicou, no entanto, que é uma prática comum na Semed enviar para os estabelecimentos que precisam os comissionados que estão na Pasta sem ocupação fixa.
Já quanto à professora da Mário Grasso, o secretário disse não ter conhecimento do caso. Esclareceu, no entanto, que nos casos em que um professor se afasta temporariamente, substitutos não concursados acabam sendo chamados.
Já a servidora da saúde garante que, nos últimos dias, duas enfermeiras (uma da cidade de Cacoal, recém-formada) e outra de Vilhena, nenhuma delas concursada, passaram a atuar no posto de saúde do Setor Industrial. “Como é que eles vão explicar isso, se há várias profissionais de saúde que passaram no concurso esperando para serem chamadas?”, questiona, acrescentando: “E pelo que sei, no Hospital Regional também tá cheio de casos assim”.
O site tentou contato com o secretário de Saúde, Vivaldo Carneiro, para que ele se pronunciasse sobre a segunda denúncia, mas as ligações caíam na caixa de mensagens de seu celular.
Embora as decisões sobre as convocações dos servidores aprovados no certame sejam de responsabilidade dos secretários, o prefeito Zé Rover (foto) é quem paga o pato: nas redes sociais, o mandatário tem enfrentado críticas cada vez mais ácidas de gente que passou nas provas e não vê indicativos de que começará a trabalhar.