Nem só os famosos estão na mira das pessoas de mentes torpes, que dedicam a vida a criar textos, fotos e vídeos com imagens grotescas, com o único intuito de denegrir e causar escândalo. Num caso recente, o bispo Silvio de Paula Camargo, um dos membros mais respeitados da Igreja Mundial do Poder de Deus em Rondônia, teve seu rosto e o de sua esposa montados em corpos de terceiros em cenas comprometedoras.

O bispo, que representa e é exemplo religioso, de grande prestígio, para mais de 15 mil fiéis em todo o Estado, congregando em 90 igrejas por todos os municípios de Rondônia, se sentiu humilhado pelo crime e levou o caso à Justiça.

Na ação judicial, o bispo é benevolente com os responsáveis e com as empresas que divulgam o material na grande rede, pedindo apenas a retirada da montagem do ar. Ele lamenta, no entanto, o efeito negativo que as imagens, embora sejam montagens, possam causar a sua reputação e a da esposa, que também é pastora.

Pessoas probas de moral ilibada e renomadamente conhecidas em todo o Estado de Rondônia, o casal diz não entender com que objetivo alguém dedicaria tempo ao único intuito de degradar a imagem de gente que, por sua natureza, prega apenas o amor de Deus e a bondade entre os homens. À frente do comando da Igreja Mundial do Poder de Deus há mais de dois anos, o bispo Silvio Camargo nunca sofreu qualquer repreensão ou foi questionado por suas ações.

Os ataques difamatórios, principalmente quanto à imagem e reputação, podem ser uma forma de enfraquecer o pastor, mas ele alega não ter conhecimento de inimizades, seja política ou religiosa. “Tento entender como e porquê pessoas, usando pseudônimos e sobre a égide da escuridão, se apropriaram indevidamente das fotos dos nossos rostos (rosto do casal) e, mediante fotomontagem, criaram outras imagens de extremo mau gosto e comprometedoras”.

Além das fotomontagens, os criminosos criaram vídeos torpes de cunho ameaçador, desferindo injurias, calunias e difamações ao casal. Entendendo a pretensão dos criminosos (denegrir a santa imagem que o bispo e a pastora têm perante os fieis, a Igreja e a sociedade), a Justiça acatou o pedido do líder religioso e ordenou a retirada das fotos e do vídeo da rede. As imagens e vídeos que denigrem o casal passaram a circular por vários perfis da rede social Facebook e no Youtube.

O ato difamatório teve inicio através do perfil anônimo criado junto ao Facebook, ao Youtube e ao Gmail, com o pseudônimo de Pedro Santiago. A Polícia investiga o caso, visando apurar a autoria e materialidade dos fatos, porém, como o bispo afirmou em tom de lamento, a imagem dos religiosos restou maculada. “Crimes como esses não podem ficar impunes”, asseverou o bispo.